Psicologia da família (fichamento)

444444

  • A revolução industrial implicou uma definição das funções dos pais como aqueles que protegem. O que resultou em mais tolerância e diversidade (por quê?). Família definida e percebida.
  • Família implica um grupo primal, intergeracional com intimidade.
  • Tipos de família:
  • Nuclear = pais e filhos no lar familiar.
  • Alargada = 3 gerações no sentido vertical + primos germanos horizontais.
  • De origem = de nascença.
  • De procriação = Aquela formada com par e filhos.
  • Níveis de proximidade
  • Perfil sistêmico vs psicológico.
  • Causalidade circular versus causalidade linear.
  • Aspectos: físicos e de saúde, cognitivos, personalidade, competição social, papéis estruturais e funcionais, recursos exigências e necessidades especiais.
  • Em uma perspectiva cultural em um período antigo da humanidade (qual?) a maternidade era valorizada, depois o casal e agora volta a ser protegida só a maternidade.
  • São duas as funções básicas: desenvolvimento pessoal dos filhos e socialização.
  • Processo de individualização (perspectiva relacional): desenvolvimento da personalidade individual que ocorre na família.
  • Um fator importante é a implicação pessoal dos pais.
  • Família diferenciada (o que se opõe a fusão) – pessoa diferenciada

– falta de diferenciação resulta em sintomas.

  1. A) Conflito entre o casal, mais frequente nas relações simétricas.
  2. B) Cônjuge sintomático, nos casos de relações complementares.
  3. C) Filho sintomático, mais frequente nas relações triangulares.
  • Autorealização ou maturidade pessoal.

– Autoridade pessoal (ordenar e dirigir pensamentos, controlar intimidade, se relacionar com os outros como iguais perante a existência humana).

  • Sexismo como obstáculo ao desenvolvimento

– adulto saudável posto como sinônimo do adulto homem (varão)

– traços doentios postos como sinônimos do feminino (mulher adulta normal – dependência, submissão, descontrole).

  • Socialização – Para o interacionismo simbólico, que se coaduna com a teoria sistémica o indivíduo apresenta dois papéis no processo de socialização:

– Papel ativo = personalização ou desenvolvimento de uma assimilação peculiar ao meio.

                                                                 VS

– Papel passivo = culturização ou interiorização das normas culturais do meio.

  • Identidade:

#um ponto delicado na identidade é a relação aproximação e distanciamento na família#

– Identidade=sentido subjetivo de continuidade no tempo.

* Sentimento de pertença no caso da identidade familiar.

Atrelado a:

>diferenciação que no extremo leva ao isolamento.

>indiferenciação: que no extremos leva ao anonimato.

  • Coesão=grau de proximidade entre os membros:

> Centrípeta.

>Centrífuga.

“necessito de ti por que te amo ≠ Te amo por que necessito de ti” Fromm.

OBS: O ideal é harmonizar aproximação, sentimento de pertença, identidade familiar, personalidade individual, diferenciada, responsável e autônoma.

  • Extremos: muita aproximação ou isolamento geram famílias disfuncionais:

– Cismogénese.

– ruptura da família como grupo.

– superimplicação entre os membros no caso das emaranhadas.

– Invasão verbal

  • Terceiro eu ou identidade de casal (análise transacional)

– podendo se tornar um terceiro eu familiar quando a identidade familiar é harmonizada com as individuais.

GIMENO, Adelina. A família: o desafio da diversidade. Capítulo 5.

  • Mudança + estabilidade = funcionalidade.
  • Mudança = metas, conflitos, crises.
  • Estabilidade = valores, regras, crenças, ritos, previsibilidade (chamada de “fomo de estruturas no modelo transacional e de homeostase na teoria sistêmica.). “Vivência de continuidade com o passado que ajuda a manter a identidade familiar”.
  • Nos seres vivos imobilidade e regresso são impossíveis (será?).
  • Jackson divide em: famílias satisfeitas estáveis, satisfeitas instáveis, insatisfeitas estáveis e insatisfeitas instáveis.
  • Conflitos associados a valores: falta de consciência implícita (?) dos valores? Confusão entre valores morais e não morais, falta de coerência entre pensamento e ação, escassa tolerância intrafamiliar, contexto social intolerante aos valores familiares.
  • Uma atitude contêm três componentes: cognitivo (crenças, opiniões), afetivo (valores) e conduta (comportamentos, expressões, intenções.).
  • Negociação de valores: tornar valores explícitos, definir concretamente valores escolhidos, procurar indicadores nas condutas passadas, conhecer o nível de acordo, negociar propostas.
  • Areas em que se orientam os valores fundamentais: dinheiro, vivenda, meio ambiente, físico, trabalho, atividades lúdicas, pessoal, religiosidade.
  • Para a perspectiva transacional é importante averiguar o otimismo com que se encara a vida que resulta em 4 atitudes básicas: a) harmonia entre eu e ambiente b) bem pessoal mesmo em detrimento do ambiente c) bem do ambiente mesmo em detrimento do pessoal d) a vida implica a desgraça própria e alheia.
  • Importância dos pequenos valores quotidianos: não deitar fora o lixo, não arruma o quarto, tem uma alegria agressiva etc.

Regras para apoiar a estabilidade familiar:

  • As normas mesmo implícitas são estimuladas por castigos ou premiações.
  • Os pequenos possuem problemas de compreensão quando os adultos pregam valores que não praticam.
  • Consistência e consenso.
  • Para a teoria sistêmica as famílias patológicas carecem de meta-regras que possibilitem mudanças de regras.

BAPTISTA, M. N. e TEODORO, M. L. orgs. (2012). Psicologia de família: teoria, avaliação e intervenção. Porto Alegre: Artes Médicas.

  • Intergeracionalidade:

– transmissão geracional e transgeracionalidade.

  • Albert Bandura e a teoria da aprendizagem social:

= Princípio da modelação = aprendizagem pautada na observação de adultos modelos = o contato social já gera aprendizado.

– A geracionalidade parte do pressuposto que a aprendizagem vai além da família nuclear.

– Transmissão intergeracional da empatia.

– suporte (emocional, instrumental, financeiro).

  • Estilos parentais = Comportamento dos pais em relação aos filhos dentro da interação.

– estilo + apoio, interação.

– estilo – cobranças excessivas, hostilidade.

– estilo autoritário vs democrático-recíproco.

PENSO, Maria Aparecida. COSTA, Liana Fortunato (orgs). A transmissão geracional em diferentes contextos: da pesquisa à intervenção. Summus editorial, 2008.

  • Perspectiva: sistêmica, psicanalítica.
  • Enfoque: geracional, intergeracional, transobjetivo, multigeracional, cogeracional ou produção intersubjetiva que incide sobre intrapsíquico ou delegação, missões, lealdade invisível, segredos, mitos, ritos.
  • ABORDAGEM SISTÊMICA:
  • Transgeracionalidade implica transcendência de aspectos nas gerações em busca de perpetuação. Não se conecta necessariamente ao real ou concreto no sentido de ser localizável.
  • Intergeracionalidade: são aspectos e padrões localizáveis em uma ou outra geração.
  • Boszarmenyi Nagy – memória transgeracional como processo:
  • Justiça. Lealdade, legitimidade (garantia ética, soma de méritos), equidade, parentificação.
  • Paradigma contextual=patrimôniou ou legado.
  • Helm Stierlin – visão dialética partindo de Hegel.

– Divide dois eixos: Vertical que é transgeracional e Horizontal que inclui membros da mesma geração (irmãos, conjunges, primos).

reciprocidade positiva e negativa.

delegação positiva (quando há missões compatíveis e geram sentimentos de auto-estima) e negativa (quando as missões são incompatíveis ou conflituosas – mãe pede algo e o pai outra coisa, gerando sentimento de traíção).

– A delegação negativa pode ser delegação  vinculada, quando a missão é mais explícita como tentar assumir o papel de um irmão falecido ou delegação rejeitada quando a pessoa se sente desde cedo rejeitada e tenta cumprir uma missão para ser aceita.

  • Murray Bowen.

– individuação, individuação conexa, coindividuação, diferenciação do self.

– Teoria dos triângulos.

– família como unidade emocional.

– projeção familiar.

– Genograma (transindividual, intergeracional, transgeracional).

  • Mito – o que é explicitado, dito na família. Segredo – aquilo não é dito. Rito – aquilo que é realizado.
  • ABORDAGEM PSICANALÍTICA

Textos de Freud:

– etiologia da histeria, 3 ensaios, pequeno hans, Leonardo da vinci, totem e tabu, para introduzir o narcisismo (sua majestade o bebê)

CAPRA, Fritjof. A teia da vida: uma nova compreensão científica dos sistemas vivos. Cultrix.

  • Do paradigma mecanicista (ou reducionista ou atomista) de ênfase nas partes ao ecológico (ou sistêmico, organísmico ou holístico) com ênfase no todo.

– mudança que ocorre como um pêndulo caótico.

  • A discussão na biologia entre esses paradigmas é antiga e remete À dicotomia substância (matéria, estrutura, quantidade) e forma (padrão, ordem, qualidade).
  • Os Pitagóricos valorizavam os números ou padrões.
  • Platão as ideias e Aristóteles a auto-completude (enteléquia)
  • Com a revolução científica eclode o mecanicismo cartesiano psicofísico.
  • CRÍTICA: Movimento romântico (arte, literatura, filosofia): “possa deus nos proteger da visão única e do sono de Newton”. Willian Blake.
  • Mecanicismo no século XIX:

Oposição: vitalismo (entidade separada, não física), Rupert Sheldrak (campos morfogenéticos).

  • Biologia organísmica: Ross Harrison (organização versus função na fisiologia), Lawrence Henderson, Joseph Woodger.
  • Pensamento sistêmico: as partes não possuem propriedades essenciais, essas são determinada pelas propriedades do todo que surgem a partir das interações e das relações.

– Paul Wess.

  • Física quântica: padrões de probabilidades de interconexões, Werner Heisenberg (autobiografia: “a parte e o todo”).
  • Psicologia da Gestalt: influenciaria, nos anos 60, a terapia da Gestalt que enfatiza a integração das experiências pessoais em totalidades significativas.
  • Ecologia: Teorias sobre a terra viva. – livro biosfera de Vlademir Vernadsky.

Totalidades irredutíveis: biologia organística – organismos. Físicos quânticos – fenômenos atômicos. Psicologia da Gestalt – percepção. Ecologistas – organismos.

  • Teorias sistêmicas: conexidade, relações e contexto = pensamento contextual.
  • Conhecimento aproximado, limitado vs saber completo, definitivo.

1º critério: da parte para o todo.

2º: aplicabilidade conceitual intersistêmica – excetuando propriedades emergentes.

3º: pensamento contextual (ambientalista)

– objeto (ou partes ou padrões discerníveis) – fundamental para mecanicistas e secundário para sistêmicos.

– relações – fundamentais para os sistêmicos e secundárias para os mecanicistas.

4º: linguagem: do conhecimento como edifício aos saberes em rede.

– Geoffrey Chew – “filosofia bootstrap”: sem blocos, sem entidades fundamentais. A estrutura da teia é determinada pelas inter-relações. = fenômenos descritos pela físicas tão importantes quanto os descritos pela biologia que são tanto quanto os da psicologia etc.

  • Pensamento processual – Ludwig Von Bertalanffy, Heráclito, Alfred North Whitehead, Walter Cannon (homeostase).
  • Tectologia – Alexander Bogdanov (atacado pelos marxistas teve a obra proibida por quase 50 anos).
  • Teoria geral dos sistemas – Ludwig Von Bertalanffy.  Está para as “totalidades organizadas” como a teoria das probabilidades está para os eventos aleatórios.

– No final do século XIX a mecânica de Newton baseada em forças e trajetórias eternas e reversíveis estava sendo suplantada pela evolução de Darwin que mostrava um mundo vivo que caminhava para a organização (com estados de complexidade crescentes) e a 2º lei da termodinâmica (que com a noção de entropia indicava para a dissipação de calor que levava a processos irreversíveis) de Carnot que indicava para a desordem no mundo físico. Bertalanffy iniciou a resolução desse sistema indicando que os sistemas vivos são abertos, e distintamente dos sistemas fechados a 2ª lei da termodinâmica não se aplica. Nos abertos impera o “equilíbrio fluente”, dinâmico. Exiagia-se assim uma termodinâmica dos sistemas abertos que só surgiria na década de 70 com Ilya Prigogine. O equilíbrio nos sistemas abertos seguia a auto-regulação.

VASCONCELLOS, Maria José Esteves De. Pensamento sistêmico: o novo paradigma da ciência. 2ª edição. Papirus.

  • Complexidade:

– chamado por Capra de contextual.

– causalidade circular.

– ampliação do foco – vendo sistemas de sistemas.

– Sistemas amplos, redes, ecossistemas, recursividade, contradições.

  • Instabilidade:

– chamada por Capra de processual.

– Usar o verbo estar.

– Processos auto organizacionais.

– Desordem, evolução, imprevisibilidade, saltos qualitativos, auto-organização, incontrolabilidade.

  • Intersubjetividade ou “objetividade entre parênteses”:

– descrever acatando outras descrições invés de iniciar posicionamentos com a palavra “não”.

– Objetividade entre parênteses.

– Inclusão do observador, auto-referência, significaçãoda experiência na conversação, co-construção.

  • Novo paradigma inclui várias tendências paradigmáticas: da complexidade de Morin, das estruturas dissipativas (ou da ordem a partir da flutuação) de Prigogine, do construtivismo de Foerster, da construção social da realidade de Berger e Luckmann, do construcionismo social de Gergen.
  • E-E versus ou-ou (relação + articulação versus dialética).

– Substantivo versus verbo.

– Gerúndio.

– holismo = todo – sistêmico = partes + todo.

Jano deus romano. Um arquétipo da bidirecionalidade
  • Teoria geral dos sistemas: sistema = todo integrado que não tem suas propriedades deduzidas a partir das propriedades das partes e caso dissecados coincidem com o fim das propriedades sistêmicas.

– não somatividade.

– bidirecionalidade ou causalidade circular.

  • Retroalimentação negativa (diminui os desvios) e retroalimentação positiva (aumenta o desvio).

– Conferências Macy.

WAGNER, Adriana. Desafios psicossociais da família contemporânea: pesquisas e reflexões. Artmed. 2011.

  • Principal célula social.
  • Crise do modelo tradicional.
  • Tendências:
  • Diminuição do número de pessoas que compunham a família.
  • Aumento do número de divórcios e recasamentos.
  • Maior participação da mulher na manutenção econômica do lar.
  • Diferentes maneiras de compartilhar papéis no exercício das funções parentais.
  • Conceitos:
  • Configuração – composição, elementos ou personagens.
  • Estrutura (não é determinada pela configuração) – conjunto invisível de exigências funcionais, padrões transacionais, previsibilidade.
  • Sistema = família.
  • Subsistema conjugal – par adulto (e os trios?).
  • Subsistema parental – par mais filhos (nesse subsistema o filho aprende a negociar condições de poder em situação de desigualdade).
  • Subsistema fraterno – irmãos. Nesse a criança aprende relações de aliança, cooperação, negociação, competição, prestígio, reconhecimento.
  • Papéis.
  • Fronteiras – barreiras invisíveis que demarcam os indivíduos. Proporcionam proteção e diferenciação. Podem ser nítidas, difusas (típicas de famílias emaranhadas, ou aglutinadas. Nesses casos a menos autonomia.) e rígidas (famílias desligadas ou desengajadas onde distanciamento emocional e fragilidade dos vínculos são características.).
  • Saúde = flexibilidade + delimitação de fronteiras

TEXTO 9 –

  • Mitos – sistema de crenças partilhadas com poucas referências reais.
  • Pode surgir a partir de um acontecimento ou anedota.
  • Ponto ruim é que é tomado como realidade inquestionável.
  • Ponto bom é que pode estimular pertença e admiração.
  • Os mitos sobre filhos constroem-se antes do nascimento já com o nome.
  • Mitos de harmonia – a família reitera que é feliz quando não o é. Pode referir-se também a valores professados por um ou mais membros: “somos uma família generosa”, “somos muito honrados”, “respeitamos muito a autonomia dos nossos filhos”, “gosto de todos meus filhos por igual”.
  • Mitos de desculpa – Quando se encontra um “boi de piranha” a família se livra da culpa.
  • Mito de salvação –
  • Mito de dar sem pedir nada em troca:

–  auto-engano = insônia, depressão, ansiedade flutuante, desejo de controlar o outro, impedir o crescimento  do de entrar em conflito, medo do fracasso, – – – Entrega como bem absoluto = anulação pessoal, alienação do protegido, facilitação do egoísmo dos outros, medo de perder o afeto, medo de autonomia,  medo de encontrar o sentido da própria vida.

– assimetria vs simetria.

  • Autocrítica + empatia = diálogo e negociação = solução. Conflitos são, muitas vezes, percepções distintas da realidade familiar.
  • Funções rituais: manter identidade, facilitar mudança (“não perdemos uma filha, ganhamos um genro), ligação entre passado e futuro, facilitação da comunicação, facilitação da cooperação, harmonização do individual e coletivo, efeitos psicossomáticos (favorece interligação entre hemisférios cerebrais e descargas límbicas positivas.).
  • Tipos de rituais familiares: culturais, específicos e terapêuticos (esses são criados sem necessidade de incorporação às tradições, para eventos sintomáticos, específicos).
  • Análise familiar com base nos rituais: nível de ritualização, história familiar, significado individualizado, grau de participação e consenso, ausência de rituais, recuperação, mudança ou anabdono de rituais.
  • Normas de análise: observação exterior do ritual, desenvolvimento do ritual, comportamento e significado para os participantes, função do ritual, história do ritual (antecedentes, assimetrias, expectativas futuras), valorização global, proposta de optimização. Ex: ritual de natal – cenário (local, vestuário, presentes), processo (conversas, subgrupos, preparativos), comportamentos e significados (iniciativa, desempenho de tarefas, papeis menifestados), funções, perspectiva (encontros futuros, assimetrias), valorização (satisfação e significação individual e coletiva), otimização.

CORDIOLI, Aristides Volpato. Psicoterapias: abordagens atuais. 2ª edição. ARTMED. Porto Alegre, 1998.  Terapia de família. Olga Garcia Falceto. (psiquiatria).

  • A família como unidade, como organismo vivo exige uma psicoterapia contextualizada como a familiar de orientação sistêmica.
  • Pós segunda guerra fez surgir movimentos anti-racistas, anticolonialistas, feministas, ecológico e de terapia de família.
  • As escolas de família surgiram nos EUA em grande parte a partir do trabalho com esquizofrênicos e crianças.
  • Teoria das relações objetais da psicanálise, escola trigeracional (Bowen), escola existencial (Whitaker e Virginia), estrutural (Minuchin), comunicacional, estratégica (Haley), teoria comportamental (extinção de sintomas).
  • A estrutura familiar saudável deve ser homeostática com abertura à mudanças típicas do ciclo vital: individuação do adulto, casamento, nascimento do primeiro filho, filhos pequenos, adolescentes, ninho vazio.
  • O diagnóstico deve levar em consideração nível sócio-econômico e características étnico-culturais, estilo (centrípeto, centrífugo, misto), capacidade de resolver problemas, comunicação e expressão de afeto, crises vitais ou situacionais.
  • Classificação do funcionamento familiar (Beavers – 1982)

OBS: os tipos sudáveis (ótimo-1 e adequado-2) são mistos os tipos 7 e 4 são centrígugo e 3 e 6 centrípeto.

  • Técnicas: diretivas (sugerir rituais, tarefas ou prescrições paradoxais – continuação do sintoma para chegando ao limite romper a homeostase patológica.). Aliança terapêutica e comunicação.
  • Avaliação global de funcionamento interacional – GARF.

PANIAGUA, Gema. As famílias de crianças com necessidades educativas especiais.

OBS: leitura incompleta.

  • Estigma: Em esparta infanticídio aos pequenos, na Romênia antiga deformações como indício de vampirismo, hoje, necessidades especiais como indício de famílias problemáticas etc.
  • A aceitação da deficiência se assemelha à do luto. Fase de choque, negação e reação (irritação, culpa, depressão), adaptação e orientação.
  • Percebe-se que em necessidades que interferem na comunicação a mais impacto na relação com os irmãos do que em necessidades que locomotoras.  No caso do casal é importante destacar que cada par tem o seu tempo próprio de ação, não formando o casal um único ser, sendo assim há momentos de maior ou menos tomada de responsabilidade para cada um.

Capítulo 3: a rede da família (Adelina Gimeno?).

  • Interação recíproca – bidirecional.
  • Modelo trilateral: conduta, meio ambiente e personalidade.
  • Os laços familiares quando vão de encontro às normas sociais tornam-se invisíveis e dolorosos.
  • Interações de aproximação: afetos, apego, intimidade (fusão voluntária), fusão, mutualidade.
  • Interações de distanciamento: emoções negativas (que devem ser reconhecidas e canalizadas, quando isso não ocorre provocam comportamentos auto-adesivos como ansiedade e depressão que são mais toleradas socialmente), relações conflituosas, rejeição a vários níveis, vínculo duplo (há uma mensagem explicita e outra implícita, por exemplo aproximação/distanciamento, afeto/rejeição,  confiança/desconfiança etc.
  • O casal possui muita responsabilidade e alguns elementos o fragilizam: expectativas sociais mais baixas, critérios de seleção pouco adequados (rede de apoio social, amor romântico, libertação sexual), maior exigência mútua, dissolução dos papéis associados aos sucos, pedocentrismo, próprio desenvolvimento de cada um, vulnerabilidade decorrente tipicamente da nudez psicológica, compromisso e possessão, perdas decorrentes da formação do “nós” ou do “terceiro eu”.

CAPÍTULO 10: INTERVENÇÃO FAMILIAR (Adelino Gimeno?).

  • A intervenção é primeiro guiada de dentro do sistema:
  • Modelo circunflexo de funcionalidade de OLSON:
  • Coesão – vinculada, conectada, deparada, desvinculada.
  • Adaptação – caótica, flexível, estruturada, rígida.
  • Recursos familiares: suficiência e boa administração financeira, acordo familiar, personalidades compatíveis, atividades de lazer partilhadas, boa comunicação, satisfação da criança, com o projeto de vida, valorização positiva conjugal, rede social de apoio.
  • Funcionalidade de acordo com Beavers.
  • “O que gostavas de mudar na tua família?”, Beavers faz essa pergunta às famílias e grava suas respostas por dez minutos para analisar: apoio, liderança, limites geracionais, facilitação da autonomia, comunicação (todos devem ser capazes de expressar), resolução de problemas
  • Intervenção exterior:
  • Psicologia comunitária: “capacidade de estabelecer relações sociais satisfatórias” é a definição de saúde para a OMS. Essa definição coaduna com a psicologia comunitária (que rompe com o enfoque individualista como também com a dicotomia saúde versus doença).
  • 2: Prevenção, assessoria e terapia: aqui vem a parte polêmica do texto,fala-se em população normal e anormal, mito ideológico da família como geradora de patologias, bairros marginais (onde caberia uma prevenção primária) como focos de problemas.
  • Intervenção a partir do modelo sistêmico:
  • Padrões disfuncionais: evitação de conflito, cismogênese (por competição em relações simétricas ou por ruptura em relações assimétricas), intricação, rigidez, sobreproteção, mascaramento.
  • Intervenção sistêmica: estabelecer limites, representação, técnica do desequilíbrio (aumento de autiridade provisória de um membro), reenquadramento, busca de competência.
  • Modelo cognitivo-comportamental.
  • Cinco estágios: a) orientação do problema (como?), b) definição (descrição), c) elaboração de alternativas, d) ação e)?
  • Ampliar a própria perspectiva do observador ou terapeuta: detecção de erro ou distorções próprias.
  • Erro de estilo: AUTO-ANÁLISE DE NEUBERGER (teste de liberdade): o observador (terapeuta) estabelece uma norma de ralação, depois avalia suas próprias relações (o exemplo que é citado é o de relação de casal) com a norma e depois compara ambas (que podem coinscider) com a relação do observado (paciente) levando em consideração: qualidade do companheiro, qualidade da relação, estabilidade do casal, desenvolvimento pessoal.

  • Desvios cognitivos (erro de memória, conceitos prévios etc), emocionais.

CERVENY, Ceneide Maria de Oliveira. BERTHOUD, Cristiana Mercadante Esper. Visitando a família ao longo do ciclo vital. Sasa do psicólogo. 2011.

  • Capítulo 1: pensando a família sistematicamente:
  • Como todo sistema vivo a família opera de acordo com homeostase, morfogênese, não somatividade, feedback, causalidade circular.
  • Frei Beto: “não estamos em uma época de mudanças, mas em uma mudança de época que aconteceu pela última vez na idade média e que, depois de 4 ou 5 séculos, a modernidade está em crise”.
  • Pode-se analisar a família sob vários aspectos:
  • Estrutura: rígida ou flexível, qualidade das regras, definição de hierarquia, delineamento dos papéis assumidos, retrato estrutural da família (?).
  • Dinâmica: como se relacionam, como estabelecem e mantém vínculos, como lidam com problemas e conflitos, que tipos de rituais cultivam.
  • Outros: origens étnicas e raciais, inserção cultural e social etc.
  • Família sob a ótica desenvolvimental ou do ciclo vital:
  • Aspectos: início, filhos pequenos ou adolescentes, pais jovens ou na meia idade, quantas gerações convivem.
  • Erik Erikson – é impossível entender um indivíduo separado de seu meio = relatividade psicossocial
  • O sistema familiar é o primeiro e mais importante, a subjetividade do sistema familiar influencia a subjetividade individual e virsa e versa.
  • Divisões estrangeiras em estágios: DUVALL, 1957, 8 estágios / Hill e Rodgers, 1964, 5 estágios / Minuchin e Fishman, 1990, 4 estágios/  Carter e Mc Goldrick, 1989 (introduzem a noção de intergeracional ao contrário dos outros que se baseavam na família nuclear).
  • Divisão de estágio de Cerveny, 1995, 4 estágios.
  • Fase de aquisição (em todas as fases há aquisição, mas nessa ela é mais enfática) – nascimento da família, dos filhos, aquisição de patrimônio, de novas formas de relacionamento, reorganização do sistema, construção de um modelo particular.
  • fase de adolescente – questionamento d regras, crenças, valores. Adolescentes virando adultos e a adultos na “crise do meio de vida” ou “segunda adolescência”. Preocupação com saúde, aparência e envelhecimento.
  • fase madura – Os filhos saem de casa ou se tornam autônomos, e fazem os pais questionarem suas metas de vida, e se organizarem enquanto casal.
  • fase última – envelhecimento dos pais,
  • Metáfora: aquisição = lua nova, crescente = adolescência, lua cheia = madura, lua minguante = final.
  • Capítulo 2: Visitando a fase de aquisição.
  • Transição, transformações contínuas,
  • Unindo-se:
  • Conquistando, Vivendo o processo de união, peparand, adaptando-se, vivendo recasamento.
  • Vida a dois: iniciando a família, conflitos, choque, sendo confidente etc.
  • Construção da nova família: vivendo m tempo de adaptação, relacionando-se com a família de origem, relacionando-se socialmente, vivendo sem filhos (pode durar anos – acrescento que a vida toda, casal Strigas).
  • Vivendo a parentalidade: revendo modelos, reproduzindo padrões, revivendo etc.
  • Desejo e decisão de ter filhos.
  • Capítulo 3: visitando a fase adolescente.
  • Alinhamento de crises evolutivas: da infância para a adolescência, pais na meia-idade, avós na velhice.
  • Família adolescente não é sinônimo de filhos adolescentes: é o sistema que adolesce.
  • Fenômeno ocidental pós-moderno que implica filosofia jovem, hedonista e consumista enraizado na classe média brasileira que deseja ser eternamente jovem e feliz..
  • Reajustando as lentes: reconfigurando as relações pais/filhos e vivendo novo ritmo.
  • Capítulo 4: visitando a fase madura.
  • Remodelando relações.
  • Adaptando-se às mudanças acomodando a estrutura e funcionamento da família
  • Enfrentando desafios
  • Olhando para o futuro
  • Capítulo 5: Visitando a fase última.
  • Fase retrospectiva
  • Vivendo o presente
  • Fechando o ciclo

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s